Cirurgia para Doença de Parkinson

Cirurgia para Doença de Parkinson

Cirurgia de estimulação cerebral profunda para Doença de Parkinson.

Lentidão de movimentos, rigidez muscular, tremores e alterações no equilíbrio são os principais sintomas da doença de Parkinson, doença degenerativa que acomete cerca de 200.000 brasileiros. Felizmente, a grande maioria dos casos apresenta boa resposta às medicações, em particular, aquelas que repõem dopamina (levodopa e agonistas dopaminérgicos), principal substância que diminui no cérebro desses pacientes, levando aos sintomas motores.

À medida que a doença progride, entretanto, as medicações poderão perder sua eficácia ou os efeitos colaterais devido ao uso crônico desses medicamentos poderá interferir diretamente na qualidade de vida dos portadores de doença de Parkinson. Nestes casos, técnicas de cirurgia minimamente invasivas, como a estimulação cerebral profunda, da sigla em ingês, deep brain stimulation (DBS) podem ser uma alternativa segura e eficaz em casos cuidadosamente selecionados.

Aprovado por órgãos reguladores nacionais e internacionais, o procedimento envolve a fixação de dois eletrodos na área do cérebro que se pretende estimular e de um gerador de estímulos – pequeno dispositivo implantado sob a pele na região da clavícula. Os impulsos elétricos são conduzidos por um fio até o cérebro, onde são descarregados pelos eletrodos, bloqueando os impulsos nervosos causadores dos sintomas da doença. Embora seja ainda uma modalidade de terapia da doença de Parkinson pouco explorada em nosso país, dentre todos os avanços no tratamento da doença de Parkinson, certamente foi a que mais progrediu.

Os grandes objetivos da cirurgia para doença de Parkinson são: melhorar a qualidade de vida, diminuir a gravidade dos sintomas motores e reduzir o número de medicações. Entretanto, cabe ressaltar que apenas 10% de todos os portadores de doença de Parkinson têm indicação para DBS e, portanto, para que os benefícios da cirurgia realmente sejam observados, critérios rigorosos de inclusão e exclusão devem ser atendidos. Normalmente, existem programas de neurologia que desenvolvem um centro especializado de tratamento cirúrgico da doença de Parkinson.

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